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Mucosite oral nos pacientes oncológicos
terça-feira, 06 junho 2023 / Publicado em Odontologia

Mucosite oral nos pacientes oncológicos

A mucosite oral é uma condição inflamatória dolorosa, frequentemente ulcerada, causada pela toxicidade direta ou indireta dos agentes comumente utilizados nas terapias anti-neoplásicas: medicações quimioterápicas e a radiação ionizante.

A fisiopatologia da mucosite oral é composta por cinco fases:

  • Início dos danos da mucosa oral induzidos pela quimio ou radioterapia;
  • Danos primários causados pela geração de espécies reativas de oxigênio;
  • Amplificação dos danos devido à resposta inflamatória do hospedeiro;
  • Ulceração da mucosa resultante da apoptose e necrose epitelial;
  • Reparo tecidual.

Existem diferentes classificações para determinar os graus de mucosite oral. Em geral, a severidade do caso varia de acordo com as características clínicas e extensão das lesões, assim como os prejuízos que elas causam nas funções de alimentação e deglutição do paciente.

A mucosite oral afeta, em algum grau, quase todos os pacientes irradiados em região de cabeça e pescoço; e cerca de 75 a 100% dos pacientes submetidos ao transplante de células tronco hematopoéticas. A ocorrência de mucosite oral é bastante variada em pacientes sob regime quimioterápico, a depender do tipo e dose do medicamento utilizado e fatores relacionados ao paciente, tais como a idade, as condições de higienização oral. Alguns quimioterápicos são conhecidos por serem mais mucotóxicos, dentre eles as drogas citostáticas que contém os seguintes compostos: 5-fluoracil (5-FU), Metotrexato em altas doses (MTX), Vinblastina, Doxorubicina, Etoposídeo, entre outros.

Diversas complicações sistêmicas podem ocorrer nos casos mais graves de mucosite. A ruptura da barreira da mucosa oral gera um ambiente favorável para contaminação bacteriana, aumentando o risco de infecções secundárias sistêmicas. Além disso, a mucosite oral grave pode prejudicar ou impossibilitar a alimentação, resultando na necessidade de nutrição enteral ou parenteral, internações prolongadas e até mesmo interrupções do tratamento oncológico.

Além dos cuidados orais básicos (correta higienização oral com escova e pasta dental adequadas), existem terapias complementares que podem auxiliar ainda mais a qualidade de vida durante o tratamento oncológico. Nesse sentido, estratégias eficazes para a prevenção e manejo da mucosite oral são o uso da laserterapia de baixa-intensidade, que possui atividades analgésicas, anti-inflamatórias e regenerativas, bem como medicamentos orais tópicos.

Você sabia que existem profissionais de saúde especializados no cuidado da saúde oral, prevenção e tratamentos destas e outras complicações do tratamento oncológico na cavidade oral? Mantenha-se informado e procure um dentista especialista em Oncologia para melhor esclarecer as suas dúvidas.

Dra. Juliana Mota Siqueira
CRO-SP 121611
Cirurgiã-dentista especialista em Oncologia – A.C Camargo Câncer Center
Habilitada em Laserterapia – USP
Doutoranda em Patologia Oral e maxilofacial – USP

Referências:

Hong CHL, Gueiros LA, Fulton JS, et al. Systematic review of basic oral care for the management of oral mucositis in cancer patients and clinical practice guidelines. Support Care Cancer. 2019;27(10):3949-3967. doi:10.1007/s00520-019-04848-4

Chaveli-López B. Oral toxicity produced by chemotherapy: A systematic review. J Clin Exp Dent. 2014;6(1):e81-e90. Published 2014 Feb 1. doi:10.4317/jced.51337

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